16 de agosto de 2009

Sobre ontem...

Enquanto o sol se punha distante deixando as marcas alaranjadas no horizonte, enquanto os pássaros saiam em bando pelo céu na maior algazarra, enquanto a bebida ia acabando nos pequenos goles e a música ia ficando mais distante... O coração disparava, o olhar fugia, a respiração falhava.Enquanto ao seu lado nada mais preenchia ou acalmava, continuava ali, paradinha e ninguém sequer notava que ali ela não estava.As palavras eram tão vazias naquela sala. Ela foi pra janela do quarto, e ficou a observar o céu que escurecia... E no final, não sobrava nada além de umas nuvens cinzas e poucas estrelas.Acendia um cigarro, tragava devagar, devagar... Assim, pra distrair qualquer coisa que parecesse com o sofrer, e aonde os pássaros iam naquela hora? Um lugar seguro agora era a única coisa que ela queria. Todo mundo precisa, quando as pessoas parecem abutres esperando sua queda, "quando a mão que afaga é a mesma que fere", quando o quarto que podia ser um refúgio se torna uma prisão... Todo mundo precisa de um lugar seguro.E ela queria um par de braços e um coração, seguros. Jogou o resto do cigarro fora, voltou pra bebida, pro baralho, pra música, na sala vazia.



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Quem sou eu

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Curitiba, Paraná, Brazil
Falando sério: O que é que eu sou? Sem resposta. Então tiro o corpo fora. Sou Strauss ou só Beethoven? Rio ou Choro? Eu sou nome. Eis a resposta. É pouco... "Yo quisiera poder hacer lo que me da la gana detrás de la cortina de la "locura". Así arreglaría las flores, pintaría el dolor, el amor y la ternura, me reiría a mis anchas de la estupidez de los otros, y todos me dirían: pobre está loca." Frida Kahlo

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